Feirão de seminovos vale a pena? Como decidir carro a carro
Feirão gira estoque, mas tem custo e pede desconto. Veja como decidir quais carros levar, qual preço praticar e como saber se o evento pagou a conta.
Equipe PátioRadar · 2 min de leitura · 7 de outubro de 2026

Neste artigo
O feirão aparece como solução sempre que o pátio está cheio e o caixa está apertado. Às vezes é mesmo. Outras vezes, a revenda gasta com estrutura, divulgação e desconto, vende os carros que venderiam de qualquer jeito e volta com os encalhados. A diferença está em decidir carro a carro, e não no "vamos levar tudo".
O que o feirão custa
Antes de pensar em quais carros levar, some o custo do evento:
inscrição ou espaço, quando houver;
transporte dos carros e da equipe;
divulgação extra;
horas da equipe;
o desconto médio que o público de feirão espera.
O último item costuma ser o maior. Feirão atrai comprador que veio caçar oportunidade, e ele espera preço menor que o da loja.
Quais carros levar
A pergunta certa para cada carro é: o desconto do feirão custa menos do que manter esse carro mais tempo no pátio?
Leve:
carros acima do prazo de giro da loja, cujo custo de esperar mais um mês já passou do desconto que o feirão pede;
modelos em queda de FIPE, que vão valer menos na próxima virada;
carros com margem ainda confortável, que aguentam o desconto sem ir abaixo do piso.
Não leve:
carros recém-chegados e de giro rápido: eles vendem na loja, pelo preço cheio;
carros cujo desconto necessário levaria o preço abaixo do piso: no feirão eles viram prejuízo garantido;
carros com pendência de documento ou de preparação, que não podem ser vendidos na hora.
Faça a conta com um carro seu
Quanto a loja pagou no carro.
Mecânica, funilaria, estética, documentação. Vazio = zero.
Desde a entrada até hoje. É o que faz o custo do capital correr.
Digite o valor da tabela deste modelo e ano.
Vazio = usa a FIPE como preço de saída.
Custo do capital a 1,2% ao mês; semáforo em 15% e 5% — os três são configuráveis por loja dentro do sistema.
Margem real deste carro
Atenção+9,4% sobre a venda
- Custo total (compra + preparação)
- R$ 60.500,00
- Custo do capital · 45 dias a 1,2%/mês
- R$ 1.089,00
- Custo real (breakeven)
- R$ 61.589,00
- Preço de venda considerado (= FIPE)
- R$ 68.000,00
- Lucro
- R$ 6.411,00
- Preço mínimo para 15% de margem
- R$ 72.457,65
Dentro do sistema esta conta roda sozinha, todo dia, para cada carro do pátio — e vira uma ação quando a margem cai.
Cadastre esse carro e veja a ação de hojeDefina o preço de feirão antes de sair da loja
Para cada carro escolhido, saia com dois números anotados: o preço de feirão e o piso. O vendedor pode negociar entre os dois, nunca abaixo do piso. Sem isso, a negociação acontece no calor do evento, e o desconto vai para onde o cliente empurrar.
O piso é o custo real do carro, contando compra, preparação e o dinheiro parado até o dia do evento. Se quiser manter uma margem mínima, o piso sobe na mesma proporção.
Como saber se o feirão valeu
Depois do evento, faça a conta completa:
some a margem real de todos os carros vendidos, já com os descontos;
tire o custo do evento;
compare com o custo que esses carros teriam se ficassem mais um mês no pátio, de capital parado e perda de FIPE.
Se o resultado é positivo, o feirão girou estoque que estava custando caro. Se é negativo, ou se só venderam os carros novos, a lista de carros ou os preços precisam mudar na próxima vez.
Virada da FIPE · outubro de 2026
Os seminovos que mais perderam valor
- Chevrolet Montana LT 1.2 Turbo 2025−3,50%
- Nissan Versa Sense 1.6 2025−3,15%
- Chevrolet Onix LT 1.0 2017−3,00%
- Chevrolet Prisma LT 1.4 2018−2,99%
- Chevrolet Prisma LT 1.4 2017−2,95%
Escrito pela Equipe PátioRadar, com números da Tabela FIPE oficial.
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